Cenas de um Mundo Flutante

Hoje e amanhã oriental

fonte: http://maringa.odiario.com/dmais/noticia/402602/hoje-e-amanha-oriental/

(reprodução)

  • André Simões
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Douglas Marçal

Exposição “Cenas do Mundo Flutuante”: mostra traz reproduções de gravuras de artistas japoneses consagrados, nascidos nos séculos 18 e 19

Tradição e modernidade juntas. Esta é a proposta da exposição “Cenas do Mundo Flutuante”, que abre nesta segunda-feira no Museu da Bacia do Paraná (MBP) e segue até a próxima sexta-feira. A mostra combina reproduções de gravuras de artistas japoneses consagrados, nascidos nos séculos 18 e 19, com pôsteres de animes – os desenhos animados japoneses. A promoção é do Instituto de Estudos Japoneses (IEJ) e da Fundação Japão em conjunto com o próprio museu.

O técnico para assuntos culturais do MBP, João Batista da Silva, afirma que os maringaenses devem aproveitar logo a oportunidade de ver as reproduções, pois é uma mostra que ficará pouco tempo em cartaz. “Você tem essas gravuras com traços lindos, qualquer um que vê gosta e os pôsteres com animes fazem um grande contraste de estilo. São momentos culturais diferentes”, afirma.

A exposição passou primeiro por Londrina, como parte da Japan Fest Cultural e o Consulado Geral do Japão no Paraná entrou então em contato com a Acema para oferecer a oportunidade de a mostra vir para Maringá.

Um dos intermediários foi o conselheiro da Acema, Shudo Yasunaga. “A cultura do Japão sempre foi representativa em nível mundial”, diz Yasunaga.

O conselheiro afirma que a exposição já estava prevista bem antes de acontecer o terremoto que vitimou mais de 6 mil pessoas no Japão, mas a tragédia traz à mostra um caráter de homenagem à cultura japonesa. “É uma forma de refletir e agradecer por tudo o que o povo japonês fez pela gente”, diz.

Gravuras

A mostra traz reproduções de xilogravuras feitas pelos artistas japoneses Suzuki Harunobu, Torii Kiyonaga, Toshusai Sharaku, Kitagawa Utamaro, Katsushira Hokusai, Chobunai Eishi, Ando Hiroshige, Kubo Shunman e Keisai Eisen.

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Todos esses artistas praticam o tipo de gravura conhecida como ukiyo-ê. O termo ukiyo denominar o “mundo flutuante” e despreocupado do prazer. Já o sufixo ê, ou desenho, foi anexado à palavra no final do século 17.

Produzidas em grande quantidade por meio de xilogravuras, as obras sintetizavam o gosto popular da época. A técnica atingiu seu auge no século 18, chegando a influenciar os impressionistas franceses.

A mais famosa das gravuras da mostra é “As 36 Vistas do Monte Fuji: Costa da Kanagawa” (conhecida como “A Onda”), de Katsushika Hokusai. A obra foi alvo de polêmica na semana passada ao ser parodiada pelo cartunista João Montanaro, que inseriu elementos da recente tragédia japonesa na gravura.

Para ver
Exposição “Cenas
do Mundo Flutuante”
Até dia 25 no Museu da Bacia do Paraná (bloco QO2 – UEM)
Aberto de segunda a sexta, das 8 às 11 horas e das 13 às 17 horas. Entrada franca

Douglas Marçal

Reprodução de gravuras que fazem parte da mostra “Cenas do Mundo Flutuante”: originais foram feitos com a técnica ukiyo-ê e uma das obras mais famosas é “A Onda”, de Katsushika Hokusai (no alto à direita)

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