Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro, Brasil

Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro começou em 1948…

…veja a cronologia do museu:

1948
É assinada a ata inaugural do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, tendo como Presidente Raymundo de Castro Maya. O pós-guerra favorece a aquisição de obras de artistas europeus para o Museu, tais como Pablo Picasso, Ben Nicholson, Wassily Kandinsky, Paul Klee e Salvador Dalí.

1949
A exposição inaugural, Pintura Européia Contemporânea, abre na sede do Banco Boavista, onde o Museu de Arte Moderna se instala provisoriamente.

1951
O Museu de Arte Moderna nasce oficialmente como entidade civil.
Realizada a I Bienal Internacional de São Paulo onde Max Bill, com sua escultura Unidade Tripartida, ganha o primeiro prêmio.

1952
O Museu é instalado no Palácio Gustavo Capanema, então sede do Ministério de Educação e Saúde. Em dezembro, a Câmara dos Vereadores aprova proposta de doação de terreno de 40 mil metros quadrados para a instituição.

1953
Realizada no Quitandinha, Petrópolis/RJ, a I Exposição Nacional de Arte Abstrata, de que participam alguns artistas que integraram o Grupo Frente, entre eles Ivan Serpa, Abraham Palatinik, Antonio Bandeira, Décio Vieira, Fayga Ostrower, Lygia Clark, Lygia Pape, Antonio Maluf, Aluísio Carvão, Anna Bella Geiger e Geraldo de Barros. No Museu de Arte Moderna, é realizada a Exposição do Grupo Concreto Argentino, formado por Tomás Maldonado, Enio Iommi, Alfredo Hlito e Miguel Ocampo, entre outros.

1954

Affonso Eduardo Reidy projeta o prédio do Museu e Roberto Burle Marx realiza o projeto dos jardins.

1955
Em julho é fundada a Cinemateca do Museu de Arte Moderna, com sessões no auditório da ABI/Associação Brasileira de Imprensa.

1958
Conclui-se a construção do Bloco Escola, que passa a ser a sede do Museu de Arte Moderna. A mostra inaugural é de escultores ingleses contemporâneos.

1959
As mostras de Alexander Calder, Georges Mathieu e Lygia Clark, e os cursos de Ivan Serpa e John Friedlander transformam o Museu de Arte Moderna  em foco de transformação artística e na sede do neoconcretismo.

1960
Brasília é inaugurada, recebendo posteriormente o título de capital federal que pertencia ao Estado da Guanabara, atual Estado do Rio de Janeiro.

1964
Morre Affonso Eduardo Reidy, sem ver concluído seu projeto para o Museu.

1965
Mostras como Opinião 65 consolidam o Museu de Arte Moderna como pólo de vanguarda brasileira.
Em julho, o Museu de Arte Moderna é tombado juntamente com o Parque do Flamengo pelo IPHAN/Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

1967
Concluído o Bloco de Exposições. A mostra inaugural é uma retrospectiva de Lasar Segall.
Inaugurada no Museu de Arte Moderna a exposição Nova Objetividade Brasileira, na qual artistas da vanguarda nacional confrontaram o mercado de arte artistas da vanguarda nacional. Nessa mesma mostra, Hélio Oiticica exibe o penetrável Tropicália.

1968
A tensão entre o governo e o movimento estudantil ganhou nova dimensão quando o estudante secundarista Edson Luís foi morto. É realizada Passeata dos Cem Mil no Rio de Janeiro, contra a violência praticada pela polícia, atingindo estudantes e populares. Realizado o Salão da Bússola no Museu de Arte Moderna onde o artista Artur Barrio deixa sua primeira Trouxa Ensangüentada. Em 13 de dezembro, é promulgado o Ato Institucional nº 5, que reforçou os poderes discricionários do regime militar.

1970
Em plena ditadura, os Domingos da Criação fazem do imenso vão livre do Museu de Arte Moderna um espaço democrático que reúne público e artistas em um grande happening.

1971
Inaugurada a Bolsa de Arte do Rio de Janeiro.

1973
O Brasil vive o período chamado de o “milagre brasileiro”.

1978
Um incêndio destrói, em 8 de julho, praticamente toda a coleção do Museu, provocando também graves danos ao prédio. Nenhuma das telas da mostra  Arte Agora III – América Latina: Geometria sensível escapa ao fogo.

1982
Reabertura do Bloco de Exposições após extensos trabalhos de restauração.

1984
Aprovada na Câmara dos Deputados, em Brasília, a emenda constitucional restabelecendo as eleições diretas para presidente da República, pondo um fim à ditadura militar.
É realizada a exposição Como vai você, geração 80? na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. A mostra reuniu 123 artistas, entre os quais estavam Alexandre Dacosta, Cristina Canale, Eduardo Kac, Gervane de Paula, Luiz Zerbini e Sergio Romagnolo. Hoje a chamada “Geração 80”, em sua maioria, está representada no acervo do Museu de Arte Moderna.

1986
Realizada no Museu de Arte Moderna a exposição Transvanguardas e culturas nacionais. Participam da mostra os artistas Ivens Machado, Leonilson, Tunga e Victor Arruda entre outros.

1989
Depois de 20 anos de ditadura, o Brasil elege novamente um presidente da República por voto direto.

1990
Criado o Galpão das Artes, anexo ao Museu de Arte Moderna no local previsto por Affonso Eduardo Reidy e onde até então funcionara o Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais/IBMEC.

1991
Realizada no Museu de Arte Moderna a exposição Experiência Neoconcreta.

1992
Realizada no Museu de Arte Moderna a exposição Eco Art 92 por ocasião da II Conferência Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, sediada pelo Rio de Janeiro.

1993
Gilberto Chateaubriand, um dos maiores colecionadores de arte moderna e contemporânea do País, deposita em regime de comodato sua coleção de cerca de 4000 obras no Museu de Arte Moderna.

1996
Inaugurado o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer.

1998
O Museu de Arte Moderna completa 50 anos. Inauguração da nova reserva técnica, dedicada a Regina Weinberg e José Mindlin.

1999
É realizada uma grande obra de recuperação do prédio. O Museu de Arte Moderna sedia a Cimeira, reunião de chefes de Estado da América Latina, Caribe, União Européia.
Inauguração da Sala Lygia Clark, que permanecerá aberta até fevereiro de 2002.

2000
A Cinemateca do Museu de Arte Moderna comemora 45 anos de sua criação, em 7 de julho, com uma programação de lanterna mágica.
Inauguração da Sala Carmem Portinho, no segundo andar do Bloco de Exposições.
O Museu de Arte Moderna recebe a exposição Arte indígena, que integra a Mostra do Redescobrimento, em homenagem aos 500 anos de descobrimento do Brasil.

2002
Realizada a I Mostra Rio Arte Contemporânea no Museu de Arte Moderna, premiando novos artistas brasileiros contemporâneos.
Inaugurada a exposição Arquipélagos – universo plural do Museu de Arte Moderna, onde foram mostradas obras de arte, documentos, cartazes, plantas arquitetônicas, vídeos, além de outros itens que integram as coleções do Museu de Arte Moderna.

2005
Iniciada a construção do teatro projetado por Affonso Eduardo Reidy para o Museu de Arte Moderna.
O diplomata Joaquim Paiva, um dos maiores colecionadores de fotografia moderna e contemporânea do País, deposita em regime de comodato a parte brasileira de sua coleção de cerca de 1090 obras no Museu de Arte Moderna.

Exposições:

Festival Performance Arte Brasil

Encontro nacional de artistas, curadores e pesquisadores da arte da performance e seus desdobramentos estéticos no campo das artes visuais no país. Ações ao vivo, palestras, vídeos, filmes de artista e videoinstalações, reunindo  cerca de 50 artistas que lidam com a prática performática. 22 – 27 março 2011, 12h às 20h. ENTRADA FRANCA.
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29ª Bienal de São Paulo – Obras Selecionadas
Seleção de trabalhos dos artistas Allan Sekula, Ana Maria Maiolino, David Claerbout, Flávio de Carvalho, Harun Farocki, Isa Genzken, Jean-Luc Godard, Jonathas de Andrade, José Antonio Vega Macotela, Joseph Kosuth, Marcelo Silveira, Marcius Galan, Maria Thereza Alves, Rochelle Costi e Superstudio, apresentados na 29ª Bienal de São Paulo. De 20 mar a 15 mai 2011.
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O cartaz africano – Um grito
Cartazes de países africanos da coleção de Regina Zappa, com inspiração direta nos cartazes do realismo socialista. Gestos heróicos, bandeiras erguidas, cores lisas e gritantes em uma linguagem simples, direta e eficaz apresentados em diálogo com a programação Terceira Metade e apresentados no hall da Cinemateca do MAM, com orientação de Túlio Mariante. De 01 mar a 10 abr. ENTRADA GRATUITA.
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Projeto Foyer – Daniel Lannes – República
Daniel Lannes inaugura o Projeto Foyer com a tela Duelo de camarotes: Pipo’s x Cash Box. Segundo o artista: “Estas são duas, das sete telas do painel, que mostram uma cena de um baile com banho de espuma a partir de pinturas históricas realizadas por Debret durante a presença da corte portuguesa.” De 26 jan a 13 mar 2011. 

 

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Flávio de Carvalho desveste a moda da cabeça aos pés
O pintor, desenhista e arquiteto modernista brasileiro, Flávio de Carvalho (1899 – 1973) foi também estudioso da relação entre a moda e os movimentos da história entre os anos 30 e 50, e inspira esta exposição. Ela apresenta um passeio pelos últimos trinta anos da moda brasileira, a partir da visão do artista, retratados de forma atemporal pelas lentes de grandes fotógrafos de moda como Bob Wolfenson, Gui Paganini, Jacques Dequeker, Daniel Klajmic, Klaus Mitteldorf, Thelma Vilas Boas, entre outros. De 23 fev a 10 abr 2011. 

 

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Carlos Zilio – Pinturas
Exposição de pinturas do artista produzidas em 2009 e 2010. De 17 fev a 10 abr 2011. 

 

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Terceira Metade
Mostra dos artistas contemporâneos Tatiana Blass (São Paulo, Brasil, 1979), Manuel Caeiro (Portugal, 1975) e Yonamine (Angola, 1975), criando um diálogo a três. De 18 fev a 15 mai 2011. 

 

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Genealogias do Contemporâneo
Exposição de longa duração que reúne artistas fundamentais da arte brasileira entre os anos 1920 e 1970. 

 

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Sobre maniamuseu

Maníaco por museus de todo mundo. Eles trazem a história, o futuro, o diferente e a cultura. Entretenimento e educação. Viaje em maniamuseu.
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