Museu preferido de José Saramago

Museu de Alberto Sampaio

Museu preferido de José Saramago «Declara já o viajante que este é um dos mais belos museus que conhece. (…) Este museu merece todas as visitas, e o visitante faz jura de cá voltar de todas as vezes que em Guimarães estiver.»

José Saramago, Viagem a Portugal

Museu de Alberto Sampaio – Guimarães, Portugal

MUSEU

No Museu de Alberto Sampaio tudo se conjuga para deixar o visitante com vontade de cá voltar.
Na visita emocionamo-nos sem saber porquê. Serão as peças ou será o espaço? Ou será que são as peças naquele espaço? O certo é que o visitante sente serenidade e se deixa encantar pela beleza do conjunto. A uns, encanta-os as obras-primas legadas pelos mestres ourives, a outros toca-os a serenidade de Santa Maria de Guimarães ou o sorriso de Santa Maria «a Formosa». E todos se deixam emocionar junto ao loudel que D. João I envergou na Batalha de Aljubarrota e ao tríptico de prata dourada que o mesmo monarca ofereceu a Santa Maria de Guimarães.
Este é, também, o único museu nacional que abre as suas portas no período nocturno, nos meses de Julho e Agosto. Visitar este «museu à noite» é uma experiência que jamais esquecerá. Neste período o visitante é sempre surpreendido por uma exposição de arte contemporânea.
Este museu merece, sem dúvida, «todas as visitas, e o visitante faz jura de cá voltar de todas as vezes que em Guimarães estiver» (José Saramago).
Quer experimentar?

História

O Museu de Alberto Sampaio foi criado em 1928 para albergar o espólio artístico da extinta Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira e de outras igrejas e conventos de Guimarães, então na posse do Estado (Decreto Lei N.º 15209 de 17 de Março de 1928). Nessa data, Alfredo Guimarães foi nomeado delegado do Estado para acompanhamento das obras de recuperação do edifício do Museu. Em 1 de Agosto de 1931, é inaugurado oficialmente o Museu Regional de Alberto Sampaio. A 26 de Julho de 1932, sai um novo Decreto-lei que define e normaliza o estatuto funcional do Museu. Em 19 de Outubro de 1932, Alfredo Guimarães é oficialmente nomeado Director do Museu. Em 1967, após vários anos de obras, procede-se à inauguração dos novos espaços, passando o Museu a poder contar com serviços modernos, com uma sala de conferências, e com salas para exposições temporárias. Hoje, o Museu encontra-se de novo renovado, podendo o visitante percorrer a antiga Casa do Priorado, admirar a belíssima colecção de ourivesaria do Museu e deleitar-se  com a pintura sobre tábua e a fresco que fazem um interessante contraponto com a colecção de escultura.

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VISITA VIRTUAL

O espírito do local só se consegue sentir em plenitude quando estamos lá, em corpo e em alma… Não há nada que substitua a presença física do visitante dentro do espaço do museu. No entanto, a pensar no visitante que ainda não pôde deslocar-se presencialmente ao museu e naqueles que desejem recordar salas e peças, estamos a preparar uma visita virtual aos diferentes espaços do Museu de Alberto Sampaio que brevemente esperamos disponibilizar.

visita virtual VEJA AQUI  

 

COLECÇÃO

Percorrer as colecções do Museu é poder deleitar-se com um notável núcleo de ourivesaria (séc. XII a XIX), escultura (séc. XIII a XVIII), pintura (séc. XVI-XVII), azulejaria (séc. XVI a XVIII), cerâmica (séc. XVII a XIX) e têxtil (séc. XV-XVIII).
O loudel de D. João I e o tríptico de prata dourada oferecidos por este rei à Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira (séc. XIV) são as peças mais emblemáticas e que «merecem todas as visitas».

Ourivesaria

A ourivesaria é a mais importante colecção do Museu, integrando o tesouro da Igreja da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira. Entre as alfaias litúrgicas expostasencontram-se cálices, patenas, custódias, cruzes e relicários. São peças de tipologia e função variadas permitindo acompanhar a evolução do gosto desde o século XII até ao séc. XIX. De entre as peças da colecção que merecem destaque, refira-se:

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  • Painel rectangular com três partes representando cinco episódios do nascimento de Jesus: ao centro o Nascimento de Jesus, do lado esquerdo a Anunciação e a Apresentação no Templo e do lado direito, a Anunciação aos Pastores e a Epifania.

    Designação Tríptico de prata dourada
    Autor Portugal
    Cronologia Séc. XIV- XV
    Proveniência Guimarães, Oferta de D. João I à Colegiada de N.ª Sr.ª da Oliveira
  • Cálice de prata dourada cuja base está decorada com florões de cinco pétalas e leões.

    Designação Cálice
    Autor Portugal
    Cronologia 1187
    Proveniência Guimarães, Mosteiro de Santa Marinha da Costa
  • Cofre rectangular decorado com cenas religiosas e motivos vegetalistas.

    Designação Cofre-relicário
    Autor Desconhecido
    Cronologia Séc. XIII
    Proveniência Guimarães, Colegiada de N.ª Sr.ª da Oliveira
  • Cálice de pé largo em forma de estrela composta por folhas com imagens de Apóstolos preenchendo os intervalos entre elas. A haste tem um nó hexagonal em cujas faces também se encontram imagens de santos em esmalte.

    Designação Cálice
    Autor Portugal ou França (Limoges)
    Cronologia Séc. XIV, finais
    Proveniência Guimarães, Mosteiro de São Torcato
  • Arca rectangular cujas faces estão decoradas com caracteres góticos e escudos heráldicos. A tampa apresenta motivos vegetalistas.

    Designação Cofre-relicário
    Autor Portugal
    Cronologia 1419
    Proveniência Guimarães, Colegiada de N.ª Sr.ª da Oliveira
  • Custódia com uma base assente em dois cavalos marinhos alados e uma esfinge, alternando com esferas. A haste é decorada com várias figuras religiosas e o hostiário apresenta uma forma circular.

    Designação Custódia
    Autor Portugal
    Cronologia 1534
    Proveniência Guimarães, Colegiada de N.ª Sr.ª da Oliveira
  • Cruz com Cristo crucificado usada nas procissões. Tem três andares hexagonais sobrepostos em cujas faces estão representadas cenas religiosas.

    Designação Cruz processional de Gonçalo Anes
    Autor Portugal
    Cronologia 1547
    Proveniência Guimarães, Colegiada de N.ª Sr.ª da Oliveira
  • Imagem de S. Sebastião amarrado a um tronco e trespassado por setas. No peito ostenta um relicário oval.

    Designação Relicário de S. Sebastião
    Autor Portugal
    Cronologia Séc. XVI, finais
    Proveniência

Escultura de madeira

Na escultura de madeira, merece destaque especial a imagem de Santa Maria de Guimarães, do século XIII, e que se encontrava ao culto na Igreja da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira. Da colecção fazem também parte obras de influência flamenga, do séc. XVI e esculturas relevantes como «Nossa Senhora da Boa Morte», séc. XVII, e a «A Fuga para o Egipto», séc. XVIII.

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Pintura

A pintura está bem representada por um conjunto de seis frescos destacados provenientes de igrejas do Norte de Portugal, de entre os quais destacamos «A Degolação de S. João Baptista», proveniente da Sala do Capítulo da Venerável Ordem Terceira de S. Francisco, bem como por várias pinturas sobre tábua – o Tríptico da Lamentação, a Virgem do Leite entre S. Bento e S. Jerónimo, a Virgem com o Menino e o Pentecostes, este último proveniente da Capela do Senado, de Guimarães.

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conheça mais em: http://masampaio.imc-ip.pt

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