Museu da República – 15 de novembro

Museu da República

Museu da República, saiba mais sobre o feriado do dia 15 de novembro…

50 anos

O MUSEU DA REPÚBLICA ocupa o antigo Palácio Nova Friburgo (no Império), depois Palácio do Catete (na República), que durante 63 anos foi o coração do Poder Executivo no Brasil. Foi inaugurado em 15 de novembro de 1960, após a transferência da capital para Brasília.

Mas a República é hoje. Suas histórias continuam sendo forjadas pelos governantes depois de 1960. Assim, o Museu da República tem compromissos com a preservação, a pesquisa e a comunicação da história republicana através dos diversos testemunhos que abriga, aí incluído o próprio Palácio, mas também tem compromissos de propor reflexões sobre o que acontece nos dias atuais.

O Museu da República tem como missão contribuir para o desenvolvimento sócio-cultural do país, visando à valorização da dignidade humana, à universalidade do acesso e o respeito à diversidade cultural. O Museu da República é espaço de cidadania.

Prédio Histórico e Acervo:

Palácio

O Palácio Nova Friburgo, atual Palácio do Catete, construído entre 1858 e 1867 pelo comerciante e fazendeiro de café Antônio Clemente Pinto, Barão de Nova Friburgo, consagrou-se como um monumento de grande importância histórica, arquitetônica e artística. Erguido no Rio de Janeiro, então Capital Imperial, tornou-se símbolo do poder econômico da elite cafeicultora escravocrata do Brasil oitocentista. Sua concepção em estilo eclético é resultado do trabalho de artistas estrangeiros de renome, como o arquiteto Gustav Waehneldt e os pintores Emil Bauch, Gastão Tassini e Mario Bragaldi. Em 1889, passados vinte anos da morte do Barão e de sua esposa, o Palácio foi vendido à Companhia do Grande Hotel Internacional e, posteriormente, antes que fosse instalada qualquer empresa hoteleira no imóvel, foi vendido ao maior acionista da Companhia, o conselheiro Francisco de Paula Mayrink. Em 18 de abril de 1896, durante o mandato do presidente Prudente de Moraes, à época exercido em caráter interino pelo vice Manuel Vitorino, o Palácio foi adquirido pelo Governo Federal para sediar a Presidência da República, anteriormente instalada no Palácio do Itamaraty.

família

Condessa de Nova Friburgo (sentada com seu neto Rodolpho no colo),
Conde de Nova Friburgo entre suas fi lhas Laura e Ada,
Renato de Nova Friburgo, Braz de Nova Friburgo,
Maria José de Souza Dantas de Nova Friburgo e primos.

Para receber os presidentes e seus familiares, ampla reforma foi executada sob a orientação do engenheiro Aarão Reis. Dela participaram importantes pintores brasileiros como Antônio Parreiras e Décio Villares e o paisagista Paul Villon, este responsável pela remodelação dos jardins. A instalação de luz elétrica no Palácio, desde então, acentuaria o brilho dos acontecimentos políticos e sociais que ali teriam lugar.

Marianne

Marianne, símbolo da República.
Bronze e Mármore. Autoria: Paul Louis Emile Loiseau Rousseau, s/d.

Também chamado de Palácio das Águias, o Palácio do Catete foi palco de intensas articulações políticas, como as declarações de guerra à Alemanha, em 1917, e ao Eixo, em 1942, e, nesse mesmo ano, a implantação do Cruzeiro como sistema monetário nacional. Entre os grandes acontecimentos sociais, destacam-se a recepção aos Reis da Bélgica, em 1920, e a hospedagem do Cardeal Pacelli, posteriormente Papa Pio XII , em 1934. Grande repercussão gerou o polêmico sarau organizado, em 1914, pela caricaturista Nair de Teffé, esposa do presidente Hermes da Fonseca, durante o qual foi executado o famoso “Corta- Jaca” de Chiquinha Gonzaga, compositora e maestrina carioca. Pela primeira vez a música popular era interpretada nos salões de um Solar aristocrático.

Museu da República

Museu da República, 1922.

Do Palácio emergem, ainda, memórias de momentos de consternação e comoção nacional, como o velório do presidente Afonso Pena, em 1909, e o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, desfecho de uma das mais contundentes crises político-militares republicanas. No ano de 1938, durante o Estado Novo, o Palácio e seus jardins foram tombados pelo então Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Sede do Poder Republicano por quase de 64 anos, 18 presidentes utilizaram suas instalações. Coube a Juscelino Kubitschek encerrar a era presidencial do edifício, com a transferência da Capital Federal para Brasília em 21 de abril de 1960. O Palácio do Catete, com base em Decreto Presidencial de 08 de março de 1960, passou então a ser organizado para abrigar o Museu da República, inaugurado a 15 de novembro do mesmo ano.

 

Jardim

O Palácio do Catete foi erguido no século XIX, no então chamado “Caminho do Catete”, atual bairro do Catete, região que surgiu com o aterramento de uma área coberta por mangues.

Iniciada a construção do Palácio, o Barão de Nova Friburgo adquiriu novas terras, incorporando a área ao fundo do terreno e a aléia central do parque, onde já então havia as palmeiras existentes até hoje. Segundo alguns historiadores, tanto o jardim do Palácio quanto o do Palácio São Clemente, em Nova Friburgo, também de propriedade do Barão, teriam sido feitos pelo paisagista francês Auguste Marie Françoise Glaziou.

chafariz

Chafariz com escultura representando o Nascimento de Vênus.
Fundição Val D´Osne (França).

A remodelação do jardim do Palácio para a sua ocupação pela sede do Poder Executivo Nacional ficou sob a coordenação de Paul Villon, discípulo do paisagista francês Auguste Marie Françoise Glaziou, com quem Villon já havia trabalhado à época da reforma do Campo da Aclamação, atual Praça da República.

Um antigo pavilhão do parque foi transformado em coreto, seguindo a tendência dos logradouros públicos tanto em voga no período. Foram, também, construídas dependências para os mordomos e criados da presidência, atualmente residências de antigos funcionários e seus familiares. Ainda no parque, seriam adaptados um piquete de cavalaria e cocheiras, próximos à entrada da Praia do Flamengo, no local onde hoje é o prédio da Reserva Técnica do Museu.

jardim

Vista para o jardim da janela do segundo pavimento do prédio anexo.

As instalações elétricas representaram uma grande inovação tecnológica na reforma de adaptação do Palácio. Coube ao engenheiro Adolfo Aschoff a coordenação dos trabalhos, citados como pioneiros pela imprensa da época. Foi construída uma oficina elétrica e, especialmente para abrigá-la, erguido um prédio de três compartimentos, na lateral do terreno voltada para a Rua Princesa do Catete, atual Rua Ferreira Viana.

Tendo em vista assegurar o transporte de carvão para a usina elétrica do Palácio, foi também construído um novo ramal para a linha férrea que atendia ao bairro do Catete. Alguns anos mais tarde, essa construção foi transformada em garagem presidencial, atualmente funcionando no local parte das instalações do Museu do Folclore. A usina elétrica foi desativada.

Na área do jardim voltada para a Praia do Flamengo, havia um embarcadouro, construído pelo Conselheiro Mayrink, para a atracação de seu iate. Quando o Palácio se tornou sede do Governo Federal, este cais passou a ser de uso exclusivo da Presidência da República. Na década de 1960, quando foi construído o Aterro do Flamengo, foi demolido o que restava do embarcadouro.

flor

Floração de Abricó de Macaco.

Em 06 de abril de 1938, o Palácio do Catete e seu respectivo Jardim foram tombados pelo recém-criado Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), hoje Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

O tombamento do jardim do Palácio é um instrumento de proteção e preservação de seus traços paisagísticos, que não podem ser alterados sem autorização prévia do IPHAN.

No ano de 1960, com a criação do Museu da República, o jardim foi aberto ao público.

Em 1995, um novo projeto paisagístico foi elaborado para o parque, sendo realizada uma ampla reestruturação de toda a sua rede elétrica e de escoamento de água e implantado um sistema automático de irrigação.

No final dos anos 90, uma nova intervenção substituiu os muros do parque erguidos ao longo da Rua Silveira Martins e da Praia do Flamengo por gradis idênticos aos que já existiam nas demais margens do Palácio, permitindo uma maior visibilidade do seu jardim.

Acervo

O Museu da República, por intermédio de suas ambientações, das exposições temporárias, de longa duração e dos eventos culturais, busca oferecer ao visitante um panorama da história republicana. Fotos, documentos, objetos, mobiliário e obras de arte dos séculos XIX e XX integram seu acervo, exposto nos diversos salões do Palácio. Oferece ainda, desde novembro/2007, uma nova forma de interlocução com o visitante: o Espaço de Atualização, no qual a informação está à disposição através de jornais do dia, noticiários na TV etc, deixando em evidência que a História está em permanente movimento, recriando-se a partir das ações humanas.

A patria

A Pátria | Pedro Bruno, 1919.
Pintura óleo sobre tela, 1,90 x 2,78 m (com moldura).

Contando com o apoio de universidades, instituições de pesquisa e empresas privadas, o Museu da República se apresenta como um espaço para reflexão crítica sobre a história e a cultura do país e busca cumprir sua função social de instituição ligada à educação. Em dezembro de 2007 inaugurou o Espaço Educação destinado ao acolhimento de professores, escolares e o público em geral.

objetos

Seviço da República.


 

 

Pesquisando no Museu:

Biblioteca

biblioteca

A Biblioteca do Museu da República abriga um acervo cujo núcleo básico é formado por obras de história do Brasil, principalmente do período republicano. Este acervo inclui, ainda, as coleções bibliográficas que integravam os arquivos de personalidades da vida pública nacional.

Voltada para pesquisadores e estudantes de 3º grau, a Biblioteca funciona de 2ª a 6ª feira de 12 às 17hs. Todo o acervo encontra-se automatizado e o público pode acessar a internet gratuitamente pelo período de 1 hora para pesquisas.

Museologia

restauracao

O Setor de Museologia é responsável pela conservação desde o próprio Palácio (elementos decorativos e arquitetônicos) até os objetos que nele são expostos ou guardados em reserva técnica. O acervo compreende objetos pertencentes ao barão de Nova Friburgo e, no que se refere à República, desde a chegada do ideário republicano ao Brasil até os dias atuais. Reúne cerca de 10 mil peças entre mobiliário, pinturas, canetas, placas, cartões, medalhas, espadas e sabres de presidentes e políticos que desempenharam papel de destaque no cenário nacional. No conjunto, destacam-se as coleções Getúlio Vargas e Nilo Peçanha.

Arquivo

canudos

Rendição dos conselheiristas em 2 de outubro. Arraial de Canudos, 1897.
Coleção Flávio de Barros, Arquivo Histórico do Museu da República.

O Arquivo Histórico do Museu da República conserva e disponibiliza à consulta pública um rico patrimônio arquivístico sobre o período republicano brasileiro. O acervo é composto por fundos privados, reunindo cerca de 90 mil itens, entre documentos textuais (manuscritos e impressos), fotografias e mapas. São registros da vida privada e pública de importantes atores sociais que, ao longo do exercício de suas funções, acumularam vasta massa documental com informações que fazem conhecer as suas trajetórias pessoais e aspectos do ambiente social de cada época. No conjunto, destacam-se a Coleção Canudos (com fotografias de Flávio de Barros, retratando o conflito), a Coleção Nilo Peçanha (importante aporte documental sobre a evolução política e econômica do Estado do Rio de Janeiro), a Coleção Família Passos (com registros textuais e fotográficos da trajetória pública e familiar do ex-prefeito Pereira Passos), além da Coleção Memória da Constituinte.

Centro de referência da história republicana brasileira

O Centro de Referência oferece passeio virtual e acesso às coleções do Museu. Pessoas e fatos que marcaram a história republicana do país também estão disponíveis para pesquisa.

Recursos Didáticos:

PUBLICAÇÕES

Série pedagógica para estudantes com distribuição gratuita.

Revistas pedagógicas para alunos do ensino fundamental, com ilustrações atrativas e linguagem lúdica, contendo informações sobre o Museu, seu patrimônio cultural e natural, a História Republicana e seus personagens que marcaram presença no Palácio do Catete.

Clicando na capa da revista você pode folheá-la: através das setas AVANÇAR e VOLTAR, ou clicando e arrastando as bordas das páginas.

revista 2

Palácio do Catete – Arte e História | A República no Palácio do Catete.

JOGOS EDUCATIVOS

Material lúdico, complementar da série pedagógica para estudantes é direcionado as várias faixas etárias.

Para jogar basta clicar nas imagens.

Baralho – A República no Palácio do Catete.

Jogo da Memória | Palácio do Catete – Arte e História.

Série pedagógica para professores com
distribuição gratuita.

Publicações dirigidas a professores e educadores, com abordagem de temas diversos, relativos ao ensino da história em museus, educação ambiental, noções de patrimônio material e imaterial, personagens históricos ligados à república e ao Palácio do Catete, além de outros temas que levam o público–alvo a reflexão sobre possibilidades educativas oferecidas pelo Museu da República.

Clicando na capa da revista você pode folheá-la: através das setas AVANÇAR e VOLTAR, ou clicando e arrastando as bordas das páginas.

revista 3

Revista do Professor n° 1.

 

 

Rua do Catete, 153  |  Catete  |  cep 2220-000  |   Rio de Janeiro   |   RJ   |  Brasil  |  tel. 55 21 3235 3693

 

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