Exposições Permanentes no MON

Exposições permanntes do MON – Museu Oscar Niemeyer

Espaço Niemeyer
Leveza para exibir obras do arquiteto

“Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas
montanhas do meu país. No curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein.
clique na foto para entrar no site oficial da Fundação Oscar Niemeyer
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O Espaço Niemeyer reflete o estímulo conceitual que anima o arquiteto Oscar Niemeyer em seus projetos, também exemplificado nas formas que deu personalidade ao Museu que leva seu nome. Como afirmou, são as curvas que o atraem. Isso justifica a forma circular do espaço, no subsolo do prédio principal; o teto de vidro ao centro, que ao mesmo tempo serve de piso para o térreo; o arejamento estrutural com interligação para os corredores laterais nos quatro cantos, delimitados por duas paredes curvas.

É nesse ambiente de leveza e sobriedade que estão expostas permanentemente fotos, maquetes e croquis das principais obras de Niemeyer, desde 1941 até 2002. Em uma das paredes curvas concentram-se 20 fotos ampliadas, entre as quais estão as primeiras obras realizadas na década de 40 como o Cassino da Pampulha, a Casa do Baile e a Igreja de São Francisco, todas em Belo Horizonte.

Brasília e o Mundo

Foi a partir da década de 50, porém, que o arquiteto escreveu seu nome definitivamente na história com a construção dos primeiros prédios de Brasília (DF). O Congresso, o Palácio da Alvorada, a Praça dos Três Poderes e a Catedral, todos de 1958, depois o Itamarati, em 1960, representam esse período. Sua marca correu o mundo e, em 1965, na França, projetou a sede do Partido Comunista Francês. Em 1968, outras obras expressivas se somaram como o Mondadori, em Milão, na Itália, e a Mesquita de Argel, na Argélia.

No Brasil, em 1980, marcou todo o apreço pelo amigo e anfitrião dos tempos da construção de Brasília, Juscelino Kubitschek, com a construção do Memorial JK. Nove anos depois foi a vez do Memorial da América Latina, um marco em São Paulo aos laços latino-americanos. Até passar, em 1994, a ser também o arquiteto de espaços voltados à arte como o Museu de Arte Contemporânea (MAC), de Niterói (RJ), e novamente aos espaços democráticos como a sede da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), em Brasília, em 1998.

Já em 2002, depois de registrar sua importância na arquitetura moderna brasileira do século 20, inicia o século 21 com um projeto de arquitetura de grande escala. A Catedral de Niterói é o primeiro de uma série de prédios distintos que irão compor o Caminho Niemeyer, em construção pela prefeitura da cidade. Ano que também marca a construção do anexo, popularmente batizado de Olho, que imprimiu nova personalidade ao Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (PR).

As fotos em exposição retratam essas obras. Algumas como o MAC de Niterói, a Mesquita de Argel, a Catedral do Caminho Niemeyer e o Museu Oscar Niemeyer podem ser apreciadas ainda em maquetes, além do marco desenhado pelo arquiteto ao MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra). Em outras duas paredes, o visitante também poderá ver os esboços desenhados por Niemeyer de suas obras mais marcantes, desde a Pampulha (1940) até o Museu Oscar Niemeyer (2002).


Pátio das Esculturas

Arte a céu aberto
Expressivas obras da coleção do acervo do Museu estão em exposição permanente no Pátio das Esculturas. Amélia Toledo, Bruno Giorgi, Erbo Stenzel, Emanoel Araújo, Francisco Brennand, Sérvulo Esmeraldo e Tomie Ohtake assinam as esculturas exibidas no espaço, com mais de 800 metros quadrados de área.
Francisco Brennand
Pássaros Roca
Terracota

Emanoel Araújo
Sem título
Aço corten pintado
Sérvulo Esmeraldo
Cubo (2002)
Ferro pintado

Erbo Stenzel
Mulher Reclinada (1941)
Pedra
Localizado no subsolo do prédio principal, o Pátio das Esculturas – construído a céu aberto– se constitui em um ambiente especial para a exposição de obras. Sua configuração permite que as esculturas sejam apreciadas inclusive do lado externo do complexo, tornando mais agradável o passeio e o olhar dos que visitam e freqüentam o lugar. Nele, as obras, mais uma vez, se integram e são complementadas pela arquitetura de Oscar Niemeyer, que novamente alia engenharia e beleza estética.
Amélia Toledo
Convergência de Horizontes (1996)
Aço inox jateado com granalha de ferro

Tomie Ohtake
Sem título (2002)
Tubo de aço carbono pintado
Erbo Stenzel
Torso do Trabalhador (1941)
Bronze
Bruno Giorgi
O Atleta (1951)
Bronze

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2 respostas para Exposições Permanentes no MON

  1. Nubia disse:

    Eu fui com a escola Anjo Da Guarda aqui de mafra pro museu de Curitiba e amamos os retratos que nós mais amos foi das MULHERES NOS ACERVOS MON. MUITO BONITOS!

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