Museu do Vinho dos Biscoitos

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Museu do Vinho dos Biscoitos – Açores – Portugal

No Açores/Portugal o Museu do vinho dos Biscoitos é certamente um dos locais mais fascinantes para todos aqueles que visitam a ilha Terceira.

Ao fazer-nos uma visita, terá também a oportunidade de provar a Angelica, vinho licoroso produzido artesanalmente pela Casa Agricola Brum.

É também nesta freguesia que encontram as magníficas piscinas naturais de lava vulcânica, lava essa, que traz um sabor especial aos vinhos produzidos, nesta que é a única Região de Vinhos Demarcados, da Ilha Terceira.

Vinhos – uma delícia atrás da outra

Brum: VLQPRD
Tipo:
licoroso.
Região:
Biscoitos (Terceira).
Castas:
Verdelho dos Açores e Terrantez (vestígios).
Cor:
ouro velho com tonalidade esverdeada.
Aroma:
elegante de frutos secos (avelã), com notas de especiarias e tabaco.

Sabor:
seco (bem seco), suave, encorpado, equilibrado em acidez, harmonioso, com gosto persistente do “nariz” e grande secura final.

Álcool:
17º vol. ou 134 g/litro. Bebe-se muito fresco (à volta dos 8º C), principalmente como aperitivo mas também para um brinde ou como “vinho de honra” numa cerimónia oficial.

Oliveira Figueiredo

Brum VLQPRD Biscoitos

Brum:
VLQPRD
Tipo:
licoroso.
Região:
Biscoitos (Terceira).
Castas:
Verdelho dos Açores e Terrantez (vestígios).
Cor:
ouro velho com tonalidade esverdeada.
Aroma:
elegante, de frutos secos, com toques de especiarias e tabaco.

Sabor:
bem seco, suave, encorporado, acidez equilibrada, harmonioso, com gosto persistente do nariz e grande secura final.

Álcool:
17%.
Temperatura de consumo à volta dos 8º C

Oliveira Figueiredo


Donatário

Tipo:
branco.
Região:
Biscoitos (Terceira).
Castas:
Verdelho dos Biscoitos.
Cor:
ouro pálido com reflexos verdes.
Aroma:
muito fino de fruta verde e discreta maresia (algas frescas).

Sabor:
bastante volumoso e macio, de correcta acidez, com gosto muito agradável do nariz, sobretudo a frutos do mar, longo.

Álcool:
12%.
Temperatura de consumo entre 8 e 10º C

Oliveira Figueiredo


Chico Maria
Seco

Tipo:
licoroso.
Região:
Biscoitos (Terceira).
Castas:
Verdelho dos Açores.
Cor:
ouro palha com tonalidades esverdeadas.
Aroma:
elegante, de frutos secos (nozes e avelãs), com realce e algumas especiarias.

Sabor:
seco, suave, harmonioso, com um final de boca persistente.

Álcool:
17%.
Temperatura de consumo bebe-se fresco (à volta de 8º), principalmente como aperitivo, mas também como digestivo.

Oliveira Figueiredo


Chico Maria
meio seco

Tipo:
licoroso.
Região:
Biscoitos (Terceira).
Castas:
Verdelho dos Açores e vestígios de Terrantez da Terceira.
Cor:
ouro palha definido.
Aroma:
fino, de tabaco, maresia e frutos secos.

Sabor:
aveludado, bastante encorporado, agridoce persistente.

Álcool:
18%.
Temperatura de consumo bebe-se fresco (à volta de 10º), principalmente como aperitivo.

MA


Chico Maria
doce

Tipo:
licoroso.
Região:
Biscoitos (Terceira).
Castas:
Verdelho dos Açores e vestígios de Terrantez da Terceira.
Cor:
ouro novo desmaiado.
Aroma:
algas, maresia, madeiras nobres.

Sabor:
doce, muito aveludado, com uma acidez equilibrada, mostrando uma grande harmonia e um gosto muito persistente.

Álcool:
19%.
Temperatura de consumo bebe-se fresco, à volta dos 10º, principalmente como aperitivo.

MA

História

Biscoitos, 426 anos de história. Verdelho, fruto do trabalho e da persistência, digno de um povo tão arreigado ao solo vulcânico, tantas vezes regado pelo suor, lágrimas e o próprio sangue.

A história viva da vinha e do vinho dos Biscoitos e da Ilha, a diferença, o sentir, o viver do povo, o trabalho e a persistência, fazem o Museu do Vinho dos Biscoitos.

O Museu surgiu na abertura das comemorações do centésimo aniversário da Casa Agrícola Brum, no dia 2 de Fevereiro de 1990.

As vinhas, as características curraletas, uma arquitectura rural edificada desde o povoamento da ilha, resistiram inalteráveis aos vários cataclismos que têm assolado a principal zona vitícola da Terceira e uma das melhores do Arquipélago.

Lutam actualmente, feroz e energicamente, contra um projecto de urbanização que, posto em prática, fará dos Biscoitos, hoje região Demarcada, um “Carcavelos açoriano”.

O Museu do Vinho dos Biscoitos é um verdadeiro pólo didáctico e de animação turística. Vinho é cultura, e pode ser, em qualquer parte do mundo, cartaz turístico. Aliás, a vinha e o vinho são factores importantes no enquadramento ambiental e turístico da freguesia dos Biscoitos na ilha Terceira.

Durante séculos desenvolveu-se nos Biscoitos e na Ilha Terceira, um verdadeiro artesanato de utensílios ligados à cultura da vinha e do fabrico do vinho, muitos deles reunidos no Museu do Vinho dos Biscoitos. A manutenção destes utensílios é onerosa e envolve o dispêndio de verbas importantes durante todo o ano. O restauro dos edifícios e também de várias peças envolve custos elevados, exigindo não só uma conservação adequada do material, como também, a disponibilidade de pessoal para esta tarefa, assim como a de guiar ou acompanhar os visitantes, que com muita frequência visitam o Museu do Vinho, ascendendo a mais de 11 mil no último ano. Encargo este, que é sem dúvida elevado se tivermos em atenção a necessidade de fixar duas a três pessoas neste sector.

No entanto, sendo este Museu do Vinho, cada vez mais procurado, necessita, como é evidente, da adequada informação do sector vitivinícola dos Biscoitos, da Ilha e até mesmo dos Açores.

O Museu do Vinho dos Biscoitos tem actualmente ao ser serviço nove pessoas que diariamente, o mantém em condições de estar aberto ao público, cumprindo religiosamente os horários tanto de Verão como de Inverno.

Quatro anos de dedicação a uma instituição cultural e turística, conhecida e apreciada por muitos, desconhecida de alguns e ignorada por outros tantos, merecem a valorização deste projecto.

“Os ignorantes costumam condenar quase tudo aquilo que não entendem.”

Segundo A. S. Sampaio, os Biscoitos, situados a noroeste da Ilha Terceira, assentam sobre pedra lávica, onde são visíveis algumas marcas da última erupção vulcânica, que teve lugar na ilha, no ano de 1761. É uma das freguesias mais antigas, fundada em 1568. Tem uma extensão de três quilómetros entre as Freguesias das Quatro Ribeiras e dos Altares.

A pedra vulcânica e a sua cor, biscoitos por analogia com o pão que levava duas cozeduras a fim de aguentar viagens marítimas, é o território lávico onde a cultura da vinha se iniciou no grupo Central do Arquipélago dos Açores. precisamente com a casta Verdelho.

Nos Biscoitos, os terrenos dificultam as surribas ou viradas, que são feitas durante o Inverno, a uma profundidade que varia entre os 0.60m e 1 metro, o que nem sempre é possível visto que as covas são muitas vezes abertas junto das rochas não garantindo por isso um “palmo de terra”. Assim, fende-se a camada de rocha não só para permitir o alongamento das raízes através das fendas, mas também para se facilitar a penetração do ar, indispensável à vida das raízes. Este trabalho é hoje raro nos Biscoitos.

Instrumentos utilizados nas viradas: machado, barra, malho, corrente, cunhas, alvião, cesto das viradas.

Uma forma curiosa de arrumar a pedra sobrante das viradas, são os torreões que serviam muitas vezes para o feitor ou o homem mais experiente controlar melhor os trabalhos culturais. Por vezes também era, e ainda é, utilizado como local ideal para afugentar as pombas, os melros, os canários e os pardais, “praga” das uvas.

Instrumentos para afugentar a “praga”: matracas, moinho catavento, redopio.

A pedra vulcânica absorve calor como se de uma estufa se tratasse e divide o terrento em curraletas. Estas são divididas com pedra solta formando muros de protecção com o nome das travessas. A uma fiada de curraletas dá-se o nome de torna.

Cada curraleta tem em média nove covas, também conhecidas por covachos ou caldeiras. Ao afastarmo-nos da orla marítima, as curraletas são maiores atingindo por vezes as vinte e mais covas, estando estas à distância de 0.70m umas das outras.

A plantação dos bacelos nas vinhas de “biscoito” ou de “brejo” é em geral em quadrado tendo a vantagem de distribuir melhor o terreno. A época de plantação vai desde Novembro até Março. O bacelo é, sempre que possível, plantado ao lado da cova, sempre do lado Norte, a fim de a nova planta se proteger dos ventos salgados durante a primavera, dando ao mesmo tempo mais espaço para se trabalhar melhor a terra da cova.

Instrumentos utilizados: tesoura de mola, barra, enxada das covas.

Após a invasão da Phyloxera, houve que se utilizar o bacelo americano como porta de enxertos, a fim de evitar esta doença nas castas mais seleccionadas. O phyloxera assentou arraiais na Ilha Terceira cerca do ano de 1870. Como curiosidade, a enxertia teve lugar com a reconversão, entre 1890 e 1897.

Os sistemas de enxertia mais utilizados são o da “cunha” e o do “garfo”, sendo a época mais favorável o período que decorre do primeiro de Fevereiro até fim de Março.

Instrumentos utilizados na enxertia: Tesoura de mola, serrote, faca de enxertia, navalha curta, enxada das covas, cesto de asa, pedra de amolar (fragmento de ardósia dos quadros de escola).

O património vitícola biscoitense é constituído por várias castas, sendo as recomendadas com vista aos vinhos VLQPRD (Vinhos Licorosos de Qualidade Produzidos em Região Determinada) as seguintes: Verdelho Branco e Roxo, Terrantez.

Castas autorizadas: Boal, Malvasia, Sercial, Fernão Pires, Generosa e Galego Dourado.

A vinha desenvolve-se rasteira dentro das curraletas, com uma condução, uma poda por vezes muito longa a fim de tirar o vigor à planta e assim evitar estragos pelos frequentes ventos carregados de sal. São diversos os sistemas de poda adoptados, sendo o da “vara e talão” a mais usada.

Instrumentos usados na poda: tesoura de mola e serrote.

De Dezembro a Março executa-se a cava. Por vezes é rasa, sendo a montes mais frequente nas vinhas tradicionais. A partir de Maio, as vinhas são regularmente sachadas e mondadas quando se encontram suspensas as varas das uvas com uma forquilha, o “tinchão”, ou pela própria pedra.

Instrumentos utilizados na cava: enxada das covas, enxada americana, alvião, enxada d’olho.

Por vezes a vinha aparece em latadas, junto das adegas ou perto das casas com a finalidade de dar sombra, razão da introdução da “vinha de cheiro” nos Açores.

Junto do núcleo principal do Museu do Vinho dos Biscoitos, encontra-se instalado um Campo Ampelográfico, com 23 castas que vegetaram nas nossas Ilhas.

Trabalhos de microvinificação, sinonímias, tipos de poda, etc., poderão ser efectuados por escolas e Universidade, quando acompanhadas por um técnico da especialidade.

Quando o oídio, o míldio e mais tarde o phyloxera chegaram à Ilha Terceira, os Biscoitos tinham como principal riqueza a vinha.

No ano de 1649, segundo Drumond, chegou-se a trocar uma pipa de 550 litros de vinho Verdelho por 5 cavalas e um tostão, o que originou desinteresse. Como curiosidade, no ano de 1993, a mesma quantidade de Verdelho foi vendida logo após a pisa, por 220 mil escudos. No século seguinte voltou-se novamente a plantar vinha nos Biscoitos, só que por volta do ano de 1852, o oídio assentava arraiais na Ilha Terceira: era a guarda avançada dos terríveis flagelos que iam cair sobre os viticultores.

Instrumentos utilizados nos trabalhos fitossanitários: balança, canudo do enxofre, balde de aduelas ou de tábuas, mexedor de pau, luva de malha de aço (descasca das cepas), joeiro e barricas.

O Museu do Vinho dos Biscoitos, labora ainda o Verdelho pelo processo tradicional, com vindimas a terem início na segunda quinzena de Agosto até à primeira semana de Setembro.

Quando as uvas atingem a maturação são colhidas, geralmente por mulheres e estudantes em férias, orientadas por um homem mais experiente. Cada curraleta é vindimada por duas ou três mulheres ou homens estando estes cuidando do transporte às costas dos cestos das uvas para o carro.

Instrumentos utilizados na vindima: tesoura de mola, navalha, cesto de asa, cesto de costas, barril de cedro do mato (com água) e cajado.

No primeiro fim de semana de Setembro, realiza-se uma vindima tradicional nos Biscoitos tendo como palco o Museu do Vinho dos Biscoitos, uma organização do I.N.A.T.E.L..

Conduzidas as uvas ao lagar, entram os homens e também muitos visitantes do Museu; a cortar as uvas a pé descalço – é a pisa. Após o processo de bica aberta (sem balseiro) e depois de ter sofrido transfegas, o vinho fica em estágio 4 a 5 anos. Duas prensas portuguesas do início do século, o lagar e as vasilhas em madeira de carvalho e castanho completam o recheio da adega do Museu.

No piso superior, funciona uma sala etnográfica, onde estão expostos os instrumentos usados em épocas recuadas, nos trabalhos culturais e de vinificação. Em vitrinas documentação referindo-se à vinha e ao vinho da Ilha Terceira e nos Açores.

Este edifício foi construído no ano de 1931 e custou cerca de 22 mil réis.

Junto do núcleo principal do Museu do Vinho dos Biscoitos, encontra-se uma torre ou torreão, construção de 1761, assim como vários pátios, onde se podem ver alguns lagares, uma preocupação em relação à conservação dos mesmos, uma vez se encontrarem, por falta de espaço, no exterior. Lagares de vara, muito rústicos, alguns deles escavados na própria pedra, identificando assim o próprio viticultor.

Existia também na Ilha o lagar móvel. Como exemplo, refere-se a prensa existente no Museu, de dois fusos, tipo egípcia e que no Sul da Ilha Terceira andava de porta em porta para quem não tivesse prensa, uma vez que as uvas eram pisadas em dornas. Por vezes também se utilizava o lagar do vizinho mais próximo, raramente se pagando algo em troca, ou então deixava-se o engaço para o proprietário do lagar fazer aguardente, caso da freguesia das Cinco Ribeiras.

Peças havia que tinham duas funções. É o caso do lagar que durante o ano lavava a roupa e do peso do lagar de vara que durante os tratamentos fitossanitários da videira servia de dorna.

Tem o Museu uma destilaria composta de dois alambiques, a fogo directo, sendo um do século passado, com as serpentinas em estanho e com a capacidade de 240 litros, e outro de 360 litros. Ambos de fabrico português. Aqui destilavam-se as aguardentes destinadas à beneficiação dos vinhos generosos/licorosos produzidos pela Casa Agrícola Brum. No mesmo edifício encontram-se os depósitos de fermentação do “vinho de cheiro” (híbrido produtor directo), que se destina às festas populares da Terceira e a ser consumido pelos trabalhadores do Museu durante o ano. Este edifício é de 1931 e custou na altura uma verba superior a 4 mil réis. Como curiosidade, a verga da porta custou 30 réis.

NÚCLEO PRINCIPAL DO MUSEU DO VINHO

Situado na Canada do Caldeiro (devia ser Caldeira), a 50 metros do centro da Freguesia dos Biscoitos, a 18 km de Angra do Heroísmo e a 22 km da Praia da Vitória, é uma propriedade de 10 alqueires (para além dos mais 60 que englobam a exploração de Verdelho), constituído pelas seguintes secções:

  • Adega do Vinho Verdelho
  • Destilaria
  • Sala etnográfica
  • Sala de provas
  • Casa típica (engarrafamento do Verdelho do Museu)
  • Casa típica (sede da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos)
  • Campo ampelográfico
  • Latada
  • Vários pátios
  • Torre

Em recuperação: Eira e palheiro e o 2º piso do edifício da sala de provas.

AUTOR: Luís Mendes Brum , Vitivinicultor e Grão Mestre da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos.

BIBLIOGRAFIA:

DRUMOND, Francisco Ferreira, Anais da Ilha Terceira, Vol. II, p.98.

SAMPAIO, Alfredo da Silva, Memória Histórica da Ilha Terceira, p. 299.

(Comunicação apresentada no 1º Encontro das Instituições Museológicas dos Açores, P.D., 23-3-1994).

Instrumentos utilizados nas viradas: machado, barra, malho, corrente, cunhas, alvião, cesto das viradas.

Instrumentos para afugentar a “praga”: matracas, moinho catavento, redopio.

Instrumentos utilizados na plantação: tesoura de mola, barra, enxada das covas.

Instrumentos utilizados na enxertia: Tesoura de mola, serrote, faca de enxertia, navalha curta, enxada das covas, cesto de asa, pedra de amolar (fragmento de ardósia dos quadros de escola).

Instrumentos usados na poda: tesoura de mola e serrote.

Instrumentos utilizados na cava: enxada das covas, enxada americana, alvião, enxada d’olho.

Instrumentos utilizados nos trabalhos fitossanitários: balança, canudo do enxofre, balde de aduelas ou de tábuas, mexedor de pau, luva de malha de aço (descasca das cepas), joeiro e barricas.

Instrumentos utilizados na vindima: tesoura de mola, navalha, cesto de asa, cesto de costas, barril de cedro do mato (com água) e cajado.

Canada do Caldeiro
Biscoitos
9760 Praia da Vitória
Ilha Terceira – Açores

Tel. (351)295908305

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