Acelerar – Museu Lamborghini

Museu Lamborghini

O museu Inaugurado em 2001, o Museu Lamborghini é um espaço que se destina a preservar as preciosidades da marca italiana que nasceu para desafiar a Ferrari.


Entrada do Museu Lamborghini

Construído depois que a marca de superesportivos foi adquirida pela Audi, o museu fica ao lado da fábrica, localizada na cidadezinha italiana, ou comune, como eles as chamam, de Sant’Agata Bolognese, na província de Bolonha, perto da mítica cidade de Modena, onde fica outra fabricante das mais famosas, a Ferrari.

No primeiro piso do museu pode-se encontrar exatamente o primeiro modelo que a empresa criou, o 350 GT. Fabricado de 1964 a 1966, esta berlinetta para duas pessoas (2+1, na verdade, mas o espaço para o terceiro passageiro era praticamente inexistente) teve apenas 135 unidades fabricadas. Outra jóia da coleção é o 400 GT 2+2, produzido de 1966 a 1968. Com um total de 250 unidades a deixar a fábrica, esse belo automóvel, também equipado por um motor V12, mas com 316 cv, conseguia chegar à velocidade máxima de 250 km/h.


Lamborghini 400 GT 2+2

No mesmo piso também se encontram outros automóveis que marcaram história, esses instaurando a tradição de usar os nomes de touros valorosos, conhecidos nas arenas de tourada por sua valentia. Na parte superior do Museo Lamborghini é ocupada pelos carros mais recentes da marca, como o GT2,  o Diablo 6.0 (um dos quais está até pendurado na parede), com seus protótipos, mockups e desenhos.


Lamborghini Diablo 6.0

Nessa parte pode-se ver as versões GT, GTR e 6. 0 SE, todas já com o dedo da Audi, que resolveu de uma vez por todas os tais problemas de qualidade e confiabilidade que a marca enfrentava. Decorrência dos conhecidos perfeccionismo e disciplina germânica.


Lamborghini Murcielago & Gallardo Spyder

Ali também estão guardados os veículos de Fórmula 1 que tiveram motores produzidos pela Casa do Touro, como o Lola Larousse de 1989, o Lotus de 1990 e a Minardi de 1993. Outras curiosidades são os motores náuticos da empresa, que, nas palavras dela própria, servem para mostrar que a Lamborghini consegue ser rápida também na água.  A entrada para o museu custa cerca de €10.


1989 Lola-Larrousse F1

Museo Lamborghini
Inaugurado em 2001, espaço se destina a preservar as preciosidades da marca italiana que nasceu para desafiar a Ferrari
Texto: Gustavo Henrique Ruffo
Fotos: Divulgação e Bjoern Schmidt, do site Barchetta
(28-06-2006) – A Lamborghini tem apenas 43 anos, tendo sido fundada em maio de 1963, mas em seus poucos anos de história (comparados com os de empresas bem mais antigas, como a Daimler Chrysler e a Ford, por exemplo) ela atravessou diversos períodos de dificuldades. Só não desapareceu do mapa por conta da força de seus modelos e de sua história, que ela resolveu prestigiar ainda mais com a inauguração, em 2001, do Museo Lamborghini.

Construído depois que a marca de superesportivos foi adquirida pela Audi, o museu fica ao lado da fábrica, localizada na cidadezinha italiana, ou comune, como eles as chamam, de Sant’Agata Bolognese, na província de Bolonha, perto da mítica cidade de Modena, onde fica outra fabricante das mais famosas, a Ferrari. Aliás, reza a lenda que Ferruccio Lamborghini, fabricante de tratores, partiu para a fabricação de esportivos depois de ter uma Ferrari e ter sugerido mudanças a Enzo Ferrari, que as desprezou. Meio melindrado, Lamborghini criou sua própria marca, visto que ele tinha amealhado uma fortuna que lhe permitia a ousadia.

No primeiro piso do museu pode-se encontrar exatamente o primeiro modelo que a empresa criou, o 350 GT. Fabricado de 1964 a 1966, esta berlinetta para duas pessoas (2+1, na verdade, mas o espaço para o terceiro passageiro era praticamente inexistente) teve apenas 135 unidades fabricadas. Seu motor, um V12 com cilindros a 60º e 3.464 cm³ de cilindrada, rendia ao carro 265 cv a 6.500 rpm e 40 kgm de torque, números que um bom V8 atual entrega com a mesma competência, mas que, para a época, eram superlativos. A máxima era de 240 km/h.

Outra jóia da coleção é o 400 GT 2+2, produzido de 1966 a 1968. Com um total de 250 unidades a deixar a fábrica, esse belo automóvel, também equipado por um “doze canecos”, mas com 316 cv, conseguia chegar à velocidade máxima de 250 km/h. A imobilidade era vencida rapidamente e os 100 km/h chegavam em 7,5 s, número que, apesar de mais comum hoje em dia, continua a ser atingido apenas por um seleto grupo de carros.

No mesmo piso também se encontram outros automóveis que marcaram história, esses instaurando a tradição de usar os nomes de touros valorosos, conhecidos nas arenas de tourada por sua valentia.

Um dos primeiros deles foi o Islero, um cupê 2+2 com outro motor V12 a 60º, mas com capacidade cúbica ampliada para 3.929 cm³. A potência, consequentemente, também subiu, para 325 cv, a uma rotação mais alta, instigante para quem gosta de desempenho esportivo: 7.500 rpm. Instigante e perigosa para o motor, que podia, facilmente, ultrapassar o limite máximo de giros e cuspir pistões pelo capô. A máxima era de 250 km/h.

Considerado um dos carros mais bonitos de todos os tempos, tendo inclusive inspirado um carro conceito de Walter de Silva, designer da Audi, o Miura S era, além de belo, invocado. Chegava a 280 km/h com seu motor V12 de 370 cv a 7.700 rpm. Sua fabricação, apenas em 1968, atingiu 338 carros.

O Espada, produzido de 1968 a 1969, foi um dos mais populares carros da marca, chegando a 1.226 unidades produzidas. O motor V12 de 3.939 cm³ conferia ao carro 305 cv de potência máxima e sua velocidade máxima, pelo maior peso (1.710 kg), era de 228 km/h. Ao lado, o Jarama S, fabricado em 1973 com apenas 150 unidades, usava o mesmo motor do Islero e foi muito menos popular.

Os motores V8

Além dos V12, a marca também produziu veículos com motores V8, como o Urraco, o Silhouette e o Jalpa. O primeiro, outro cupê 2+2, foi fabricado de 1972 a 1976, tinha motor com 90º entre seus cilindros, 2.463 cm³ e 220 cv a 7.500 rpm, não negando sua origem italiana e seu gosto por giros altos.

O Silhouette, por sua vez, teve produção bastante restrita: apenas 54 veículos em 1976. O motor era um pouco maior, quase três litros (2.996 cm³) e 250 cv de potência. Chegava a 260 km/h, marca insuficiente para garantir seu sucesso comercial. E olha que o carro era bem bonito…

O Jalpa teve 419 unidade fabricadas entre 1982 a 1988, uma época em que a fábrica já enfrentava dificuldades e problemas de qualidade de produção. O propulsor era um pouco maior (3.485 cm³), mas sua potência, mais contida, o que se explica pela preocupação crescente com menores índices de poluição.

O Countach talvez seja o carro mais conhecido da marca, com suas portas-tesoura, inspiradora dos atuais tunings, e desenho agressivo, popularizado por diversos carrinhos de controle remoto que a própria fábrica guarda para lembrar os áureos tempos do veículo. De 1978 a 1982 foram feitas 235 unidades do modelo LP 400 S. No Brasil, ele também era a alegria da molecada que jogava Super Trunfo devido a sua velocidade final, a mágica casa dos 300 km/h (da versão LP 500 S). No museu, está presente até o protótipo do Countach.

Andar de cima

A parte superior do Museo Lamborghini é ocupada pelos carros mais recentes da marca, como o GT2 e oDiablo (um dos quais está até pendurado na parede), com seus protótipos, mockups e desenhos. Nessa parte pode-se ver as versões GT, GTR e 6.0 SE, todas já com o dedo da Audi, que resolveu de uma vez por todas os tais problemas de qualidade e confiabilidade que a marca enfrentava. Decorrência dos conhecidos perfeccionismo e disciplina germânicos.

Ali também estão guardados os veículos de Fórmula 1 que tiveram motores produzidos pela Casa do Touro, como o Lola Larousse de 1989, o Lotus de 1990 e a Minardi de 1993. Outra curiosidade são os motores náuticos da empresa, que, nas palavras dela própria, servem para mostrar que a Lamborghini consegue ser rápida também na água.

A exemplo de reportagens anteriores, essa conta com a ajuda do site parceiro Barchetta, cujo fotógrafo, Bjoern Schmidt, teve o privilégio de visitar esse santuário dedicado aos antigos da marca. Para ver mais fotos, com legendas, acesse o site www.barchetta.cc.

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fonte: autoclassic e webmotors

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